Trump Está de Volta: Como Isso Pode Impulsionar o Agronegócio Brasileiro Rumo ao Crescimento

Não é otimismo vazio; é realidade esperançosa: a recente vitória de Donald Trump nas eleições americanas pode trazer um cenário favorável para o agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de tão grandes desafios econômicos e financeiros, enfrentados pelo setor, internamente. 


Historicamente, Trump adotou políticas de comércio exterior que privilegiam acordos bilaterais e impõem barreiras às importações de algumas commodities de países que não mantêm relações alinhadas com os EUA, como é o caso China. 


Nesse passo, o Brasil, com vasta produção agrícola – e já há muito tempo com sua importância alimentar reconhecida – pode se beneficiar desse direcionamento, em especial, no setor de commodities, como soja e milho, em cuja competição global o Brasil ocupa sólida liderança.


A provável reaproximação entre os EUA e o Brasil pode estimular a exportação de produtos agrícolas brasileiros para o mercado americano, impulsionando os preços das commodities e aumentando a competitividade do agro nacional. 


Ademais, a postura protecionista de Trump em relação a países rivais abre uma janela de oportunidade para o Brasil assumir um papel mais proeminente como fornecedor de alimentos para grandes economias, especialmente em produtos onde somos líderes, como a carne bovina e o açúcar.


Outro setor que pode sentir um impacto positivo é o de maquinários agrícolas. A demanda por maquinário e tecnologia pode aumentar com a ampliação da produção e o aumento da competitividade, estimulando investimentos internos e fortalecendo a cadeia produtiva nacional – isso vale tanto para a maquinaria de plantio e colheita , como para o setor de irrigação. Trump também tem defendido políticas de incentivo à energia e recursos naturais, o que pode beneficiar setores como o de biocombustíveis e etanol brasileiro, caso haja um afrouxamento nas regulamentações para importações desses produtos.


É impossível de se negar. A vitória de Trump traz uma sensação de fortalecimento a posição do Brasil como aliado estratégico dos EUA, permitindo o acesso a novos mercados e incentivando acordos que beneficiem o agronegócio brasileiro.

Isso pode atrair investimentos diretos no setor e em infraestrutura, como portos e ferrovias, para facilitar o escoamento da produção. As relações exteriores brasileiras haverão de trabalhar para mostrar a nossa verdadeira face: uma economia agrícola pujante, sustentável e tecnológica. São poucos os países que podem hastear essa bandeira, e o Brasil é incontestavelmente um deles.


Em suma: o agronegócio pode encontrar uma resposta positiva aos desafios atuais, apostando na exportação e em acordos comerciais estratégicos.

Felipe Iglesias

Felipe é o sócio fundador, especialista em Direito de Empresas, previne conflitos e remedia litígios. MBA em Gestão Empresarial, vasta experiência.